Hoje de manhã ouvi a notícia que existem
923 mil desempregados inscritos no IEFP. Acho pouco! Deve haver muitos mais e só
por estarem em formações, estágios ou outras tretas quaisquer não entram nas
estatísticas!
Depois de almoço calhou ter de passar no
IEFP a entregar umas coisas à minha mãe e em conversa com uma das colegas dela
comentei que ainda só não me tinha lá inscrito porque eles não arranjam emprego
a ninguém (ok, e também não ando propriamente à procura), mas a senhora que
para se mostrar boa colega, ou justificar o ordenado que ganha puxou-me logo
para o gabinete e fez-me a ficha de inscrição.
Disse-me logo que mesmo que não esteja à
procura neste momento posso querer daqui por uns meses e já fica a inscrição
feita, além de ter a vantagem que se aparecer qualquer coisa na minha área
avisam.
Qual foi o pensamento da Susana??? Mesmo
que me tentem impingir um emprego qualquer posso simplesmente recusar. Vão-me
fazer o que? Cortar o subsídio que não tenho? Tirar o RSI que nunca tive? Ou dão-me
uma palmada e um puxão de orelhas? Cheguei à conclusão que mal não faz!
A parte mais interessante veio depois,
quando a senhora minha mãe resolve comentar com as colegas “Estou mesmo a vê-la
ir trabalhar. Não haja dúvida”
Só para lhe provar que estava errada, desci
e fui ver as ofertas de emprego e o que é que encontro??? Uma vaga para
vendedora de placas metálicas… em MARROCOS!!
Claro que disse logo que queria essa!!! E qual foi a resposta da minha adorável mamã??
“É que nem penses! Estás proibida!”
E pronto. Lá se foi o meu super-emprego em
Marrocos, onde poderia vir a ser trocada por camelos, ou barris de petróleo. Fico
por aqui aumentar as estatísticas do desemprego. Ao menos já não me sinto excluída
do grupo.